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Uma das primeiras no mundo a ser vacinada contra a Covid-19 é Catarinense


Um presente de Natal esperado por muitos no mundo todo, mas que alguns poucos já ganharam. É o caso da manezinha Andressa Stanck Ribeiro. Ela recebeu, no começo de dezembro, a primeira dose da vacina fabricada pelo laboratório chinês Sinopharm contra a Covid-19.


Nascida em Florianópolis, ela mora há quatro anos com o marido Bernardo Oliveira e os filhos em Abu Dabhi, capital dos Emirados Árabes Unidos, onde trabalha como personal trainer.

O país árabe foi um dos primeiros do mundo a começar a imunizar sua população contra a Covid-19.


De acordo com a Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que desde o começo da pandemia monitora o avanço do vírus ao redor do planeta, os Emirados Árabes Unidos tinham, até o dia 16 de dezembro, 188.545 casos registrados, com 626 mortes. O índice de mortalidade pela doença é de 6,5 por 100 mil habitantes. No Brasil, essa taxa é de 88,2.


A prioridade de imunização foi para profissionais de saúde e trabalhadores de escolas. Em seguida, o governo local abriu a vez para todos os residentes e no dia 9 de dezembro Andressa recebeu a primeira de duas doses. A segunda será no dia 30.

“Ótimo [presente de Natal]. Estamos muito felizes, mesmo sabendo que não é 100% seguro”, explica a ex-moradora do bairro Itacorubi e “manezinha nascida na Carmela”, referindo-se à Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis.


O sistema de vacinação contra a Covid-19 nos Emirados Árabes Unidos é gratuito, muito criterioso e pode durar até cinco horas para cada pessoa, por questões de segurança e de acordo com a demanda do dia. Cada local de vacinação aplica 100 doses por dia, em grupos divididos entre homens e mulheres por causa das regras religiosas locais. Todos os residentes têm direito, mas os nascidos no país recebem atendimento prioritário.


“Fico muito feliz e espero que mais manezinhos como eu se imunizem. Torço pela minha cidade. Acompanho todos os dias as notícias locais e estou na torcida para que as coisas deem certo.”

“Você pega uma senha e faz o registro. Fala com a enfermeira se tiver algum problema de saúde, ou alergia a alguma coisa e afere a pressão. Depois, passa por exame de urina [pra ter a certeza que não está grávida, pois grávida não pode tomar] e após o resultado você pode tomar a vacina.


Após a vacina, eles pedem pra você esperar 30 minutos e aferir a pressão novamente”, explica. O exame de urina fica pronto em 15 minutos e Andressa passou quatro horas até ser liberada, já com a primeira dose aplicada.


Depois da primeira dose, ela garante não ter sentido efeito colateral algum, exceto uma leve e passageira dor no local da aplicação, o braço. “Conheço pessoas que sentiram um pouco de dor de cabeça, e uma pessoa que teve um estado febril após a segunda dose”, complementa.

Entre uma aplicação e outra, o sistema de saúde ainda agenda uma consulta via telemedicina para certificação de que o paciente está bem após o procedimento.


Distanciamento e isolamento seguem no Emirados Árabes Unidos


Mesmo com a vacinação em andamento, as regras de isolamento e distanciamento social nos Emirados Árabes Unidos seguem rígidas. A previsão é de que Adu Dabhi seja “reaberta” em janeiro. Ela explica, inclusive, que os acessos entre a cidade e Dubai, mais conhecido destino de visitantes dos EAU seguem bloqueados “por Dubai ser um emirado com número grande de turistas e Abu Dhabi ter o maior número de cidadãos emirates”.


Além da vacinação, os residentes do país têm direito a um teste PCR por mês. Outro ponto que explica o baixo número de casos e mortes no país de quase 10 milhões de habitantes é a fiscalização dura das autoridades ao cumprimento das regras sanitárias por parte da população. “Aqui os cuidados são grandes e as multas para quem desrespeitar as medidas de segurança são bem altas”, complementa.


Por DIOGO MAÇANEIRO




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