Sábado com lotação na praia e na UTI em Balneário Camboriú


Neste sábado (02), o primeiro sábado de 2021 levou uma multidão à Praia Central de Balneário Camboriú. Sem máscaras, como se fosse o último verão antes da pandemia.


Praia lotada, e mais lotada ainda, está a UTI Covid do Hospital Ruth Cardoso, o único que atende pelo SUS na região de Balneário Camboriú. Se na areia ainda há espaço para os guarda-sóis, no hospital a ocupação é de 100%.


Os 27 leitos reservados para casos de Covid-19 no hospital Ruth Cardoso, estão ocupados por pacientes do Litoral e do Vale do Itajaí. Os três leitos restantes estão com as bombas de infusão, que controlam a medicação dos pacientes, estragadas – e não há peças disponíveis para a reposição.


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Com os dois lotados, na praia e no hospital, é o retrato das escolhas feitas por Santa Catarina para a temporada. Sem organização prévia e regramento, o Estado optou por deixar que o movimento fosse regulado pela demanda.

Os municípios tampouco fizeram questão de debater um regramento com antecedência. É o que o colega Anderson Silva tem chamado de um “verão de peito aberto”.


O problema não é a praia, mas a aglomeração. Não são os grupos reunidos sob o guarda-sol, mas o fato de que não há sequer uma campanha de conscientização integrada, entre o Estado e as cidades litorâneas, para que os turistas evitem dispensar a máscara.


Com os dois cenários de lotação, na praia e no hospital, expõem o descompasso das decisões tomadas por Santa Catarina.

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