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Por que o maringaense gosta tanto de Balneário Camboriú?


“Maringá só não é mais perfeita porque não tem praia”. Esse é o pensamento de grande parte dos moradores da cidade. Mas, se a praia não vem até o maringaense, o maringaense vai até a praia. E não é qualquer praia. Desde 1950, o destino preferido da maioria é Balneário Camboriú (SC), como explica o historiador da Gerência de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura (Semuc), João Laércio Lopes Leal, em sua obra “Curiosidades Históricas de Maringá: sugestões e dicas para pesquisa”, de 2019.


“Desde a década de 1950, a elite maringaense vem frequentando as praias de Balneário Camboriú, município litorâneo catarinense localizado há mais de 600 km da Cidade Canção. Acreditava-se até pouco tempo atrás, que esse movimento migratório veranista tinha começado nos anos 1970. Ledo engano, na verdade, o decênio setentista iniciou o processo de popularização do deslocamento de maringaenses para essa parte do litoral barriga verde”, afirmou o historiador.


Popularização essa proporcionada pelas excursões coletivas realizadas por meio de ônibus, principalmente na alta temporada, que compreende o período entre novembro e fevereiro. Leal explica que a prática “tornou-se um verdadeiro objeto de desejo de praticamente todos os estratos sociais de Maringá”.

Ao longa da história, os maringaenses também se aventuraram em outras praias brasileiras, como as do próprio litoral catarinense: Itapoá, Itapema, Barra Velha e outras. Ou do litoral paranaense: Praia de Leste, Caiobá, Guaratuba, Matinhos, Ilha do Mel e outras. Além de praias paulistas, como Ubatuba, Guarujá, Caraguatatuba, São Sebastião e etc. Mas, “nenhuma opção se compara tanto quantitativamente, quanto qualitativamente, com Camboriú”, destaca João Laércio Lopes Leal.


Em entrevista ao GMC Online, ele explicou que este fenômeno começou na década de 1950 devido ao movimento migratório de catarinenses para Maringá.


“Nessa época, Camboriú começa a desenvolver o perfil de cidade balneária e já há um contato pela migração de catarinenses para cá. Pessoas do Vale do Itajaí vieram para Maringá e trouxeram essa possibilidade aos pioneiros maringaenses de ir para Camboriú na época de férias, ou seja, isso se alastrou de boca a boca”, disse.


Segundo ele, este movimento aumentou a partir das décadas de 1960 e 1970 com o incremento da infraestrutura de Balneário Camboriú.

“Isso ganhou uma dimensão gigantesca, a ponto de Camboriú se tornar o principal destino em termos de praia na década de 1980. Depois, tivemos também a questão do mercado imobiliário, com maringaenses investindo em imóveis em Balneário Camboriú. Então, há um intercâmbio entre as duas cidades”, acrescenta.


Por Lethícia Conegero


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