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Policiais que agrediram marinheiro em Balneário Camboriú foram denunciados pelo Ministério Público

Por BiancaBertoli


Os policiais militares que agrediram um marinheiro que chegava para trabalhar em uma embarcação privada no Iate Clube de Balneário Camboriú foram denunciados pelo Ministério Público. Para a promotoria houve lesão corporal e falso testemunho, crimes previstos no Código Penal Militar, além de violência arbitrária, previsto no Código Penal.



A denúncia foi apresentada pelo promotor Raul Rogério Rabello, titular da 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Florianópolis, com atuação na Justiça Militar. Na ação, ele relata o episódio ocorrido no dia 3 de julho deste ano, registrado por uma câmera de monitoramento. 


Nas imagens é possível observar que os policiais abordam o trabalhador, que chega de carro ao local. Com a arma em punho, um dos agentes manda o homem deixar o veículo. Ele sai do carro com as mãos próximas ao bolso de um moletom e, segundos depois, levanta os braços. É nesse momento que um dos policiais chega próximo e dá um soco no peito da vítima — veja o vídeo abaixo.


O marinheiro cai no chão e em seguida é agredido com mais dois chutes pelo mesmo policial. O outro PM, então, tenta levantá-lo pela camisa, quando novamente o agente dá um chute no homem com a perna direita. Durante todo vídeo é possível ver que a vítima estava rendida e em nenhum momento esboça reação.


O promotor sustenta que os policiais teriam feito afirmação falsa ao lavrarem o termo circunstanciado, dizendo que existiu resistência e desobediência por parte do homem. A denúncia ainda não foi recebida pelo Poder Judiciário.


O marinheiro teve lesões no rosto e precisou ser encaminhado ao hospital por uma equipe do Samu. Os policiais fizeram uma revista no carro dele, porém não encontraram nada de irregular.



Contraponto


O comandante do 12° Batalhão da PM, Daniel Nunes, explicou que a corporação ainda não foi informada da denúncia, mas o andamento faz parte do processo de investigação. Em paralelo a isso, ainda no dia do ocorrido, a PM informou que havia instaurado um inquérito para “apurar os excessos cometidos pelos policiais militares”.


 O relatório final deve ficar pronto em duas semanas, disse Nunes. Enquanto isso, um dos policiais está afastado das ruas, desempenhando funções administrativas. O outro segue trabalhando normalmente.  


Veja o vídeo






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