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Pai de Joinville, ganha guarda do filho por mãe morar em comunidade no Rio de Janeiro



Uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro tirou a guarda de um menino de oito anos da mãe, com justificativa que a comunidade onde moram, Manguinhos, é  um local perigoso. O menor agora deve ficar sob responsabilidade do pai, que mora em Joinville - SC.


O casal se separou em 2014, após uma acusação de violência doméstica. Rosilaine Santiago mora em uma casa própria com a criança e mais um filho. Com uma renda mensal de R$ 2 mil, ela paga a escola particular e as despesas básicas da criança.


A briga judicial com ex-companheiro iniciou em 2017. Na primeira sentença, o magistrado alegou que a cidade oferecia perigo para o menino, e seria melhor ele morar com o pai, em Joinville, uma cidade com mais segurança e estrutura adequada para a criação da criança.


A decisão foi anulada. Porém, nas últimas semanas, um novo juiz confirmou as justificativas do processo anterior, alegando ainda que a criança precisava de um exemplo paterno, por ser do sexo masculino.


Segundo a mãe, a decisão é baseada no preconceito. “Ele não levou nem em conta a escola e o convívio familiar da criança”, desabafa Rosilaine.


O advogado do pai da criança, Carlos Frederico Batista, comemorou a decisão, afirmando que a nova moradia vai oferecer uma estrutura melhor para o menino.


“Hoje na comunidade de Manguinhos você tem esgoto a céu aberto, influência do tráfico de drogas, uma desordem social, enquanto Joinville é uma cidade empreendedora, organizada, e que oferece uma estrutura adequada para receber o menino”, justifica.


OAB se manifesta contra a decisão


A Ordem dos Advogados do Brasil informou por meio de um comunicado que não concorda com a decisão, e que a Comissão de Direitos Humanos vai auxiliar a mãe a recorrer da decisão.


Por LUANA AMORIM, JOINVILLE

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