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Motoboy que roubou motorista de BMW em Balneário Camboriú é preso



A polícia Civil de Santa Catarina ajudou as polícias de São Paulo e Goiás a identificar uma quadrilha especializada em roubo de relógios da marca Rolex – os modelos podem custar até R$ 200 mil.



Em Balneário Camboriú, a ação do bando foi toda filmada no dia 7 de agosto. O bandido, se passando por um motoboy, foi flagrado assaltando o motorista de uma BMW, na avenida Brasil, e roubando o Rolex do motorista. O assaltante, que é menor de idade, e o outro bandido maior foram presos essa semana em Goiânia.


O assalto ganhou repercussão nacional porque foi todo filmado. O motorista da BMW parou na sinaleira da esquina da avenida Brasil com a rua 3000. O motoqueiro, que tinha uma caixa de entrega na moto, encostou na janela do motorista, tirou a arma da cintura, ameaçou o motorista da BMW, que foi obrigado a entregar o relógio pra ele. O bandido roubou o Rolex, e não a carteira como foi divulgado inicialmente pela polícia.


O assaltante fugiu pela rua 3000, onde abandonou a moto, a caixa de entrega e trocou de camiseta. Embora o assalto e o rosto do criminoso tivessem sido filmados, o cara não foi localizado na cidade após o roubo.


O delegado Davi Queiroz, responsável pela investigação, informou que os assaltantes são especializados em roubos de relógios Rolex em todo o Brasil – alguns modelos podem custar mais de R$ 200 mil. A ação foi toda planejada e o cara fugiu de Balneário sem ser descoberto. Só que nesta semana o cara das imagens, que é menor de idade, e um comparsa foram presos em Goiânia, após troca de informações entre os delegados daqui e de lá.


“O roubo em Balneário foi feito por uma quadrilha que atua no Brasil inteiro. Depois da troca de informações com a polícia Civil de São Paulo e Goiás, a gente conseguiu a ficha do suspeito e fizemos a comparação digital com um fragmento de impressão digital encontrado em um capacete que ele abandonou ao fugir em Balneário. Foi descoberto que ele era menor de idade”, explicou.



A polícia também descobriu que sete pessoas já foram donas da moto usada pelo menor no dia do crime. Ela foi comprada pelo menor por R$ 1600 em Camboriú. “Agora o inquérito ainda está em andamento porque estamos tentando identificar as outras pessoas que participaram do roubo.


A gente sabe, através de informações da polícia civil de Goiânia, que essa quadrilha se deslocava para cidades onde há alto poder aquisitivo da população, passavam alguns dias atrás das vítimas, praticavam roubos dos Rolex e iam para São Paulo, onde tinham quem comprasse os relógios. Eles não têm vínculo nenhum com Balneário ou com Goiânia onde o menor e o comparsa foram presos”, explicou o delegado Davi.



O delegado explicou que os bandidos chegaram um dia antes do roubo em BC, escolheram a vítima, roubaram e foram embora. Aqui houve apenas o roubo de um Rolex, que ainda não foi recuperado.


O delegado está investigando para tentar chegar aos receptadores e também para descobrir se eles tiveram algum tipo de apoio de criminosos da região. “A gente suspeita de um carro, com placas de São Paulo, que estava dando apoio para eles, mas que também seria de fora. Eles vieram e de forma aleatória. Escolherem a vítima e um local da cidade pra ficar. A gente acredita que não há qualquer ligação com moradores de Balneário”, finaliza.

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