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Justiça afasta médico suspeito de matar pacientes na UTI



O médico Gustavo Deboni teve mais uma derrota na carreira: a justiça determinou que ele deve ficar afastado das funções até o julgamento do processo ético-profissional, em trâmite no CRM-SC (Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina). A tu​tela de urgência  foi emitida pela juíza, após a ação civil pública proposta pelo MPSC (Ministério Público). 



Ele também está proibido de trabalhar para o município de Itajaí e de exercer atividade médica pelo SUS. Caso a determinação não seja cumprida, Deboni e o município de Itajaí, ambos deverão pagar multa de R$ 50 mil por dia.


Segundo o MPSC, há relatos de médicos e de acadêmicos que teriam presenciado condutas do médico no sentido de acelerar a morte de pacientes portadores de alguma deficiência ou em estado grave entre os anos de 2017 e 2019. Ele mandava administrar nos pacientes bloqueadores neuromusculares, esse medicamento paralisa a musculatura impedindo inclusive que o paciente respire sozinho. Para finalizar mandava retirar os tubos de respiração.


MP teve acesso a uma lista de 140 pacientes falecidos nos dois anos, destes 41 pacientes tinham o seu óbito declarado pelo médico e 16 desses ocorreram em circunstâncias muito pouco claras e 9 pacientes tinham a medicação ‘Pancurônio’ prescrita no dia do óbito (com intervalos de 12 minutos até 04 horas da prescrição / óbito).


Prefeitura e Marieta têm 30 dias para contestarem a decisão da justiça.

O médico tem 15 dias para se manfiestar.



Entenda o caso

Na semana passada o Conselho Regional de Medicina - CRM, por unanimidade suspendeu o exercício da profissão do médico Gustavo Deboni da Silva. Ele atuava no Hospital Marieta em Itajaí e no Ruth Cardoso, em Balnéario Camboriú.


A prefeitura de BC informou que já foi notificada pela decisão e solicitou a empresa terceirizada (pelo qual o médico é contratado) que atenda imediatamente a interdição.

Na última semana o Ministério Público também decidiu pela suspensão do exercício da profissão do médico.


Apuramos que ele responde a processos por erro médico e por cobrar cirurgia realizada pelo SUS. 


Nem o conselho nem o MP informaram os motivos e alegam que os processos correm sob sigilo. Além disso a DIC de Itajaí também tem uma investigação criminal em andamento. 

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