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Em Balneário Camboriú, sistema de saúde está à beira do colapso




Em Balneário Camboriú, o Hospital Municipal Ruth Cardoso, ultrapassou 100% de ocupação de leitos de enfermaria para pacientes com Covid-19. A UTI, com 30 leitos, está com 29 ocupados na manhã desta quarta-feira (2). O que significa que está prestes a chegar à lotação total.


Em um ofício, ao qual a coluna teve acesso, o médico coordenador da UTI, Pedro Salomão Dias, alertou à direção do hospital que, se o último leito disponível for ocupado, não haverá mais capacidade de atendimento – “levando ao colapso do serviço e comprometimento ao atendimento da população da região”.


Na enfermaria, a ocupação é de 115%. Dois pacientes internados foram acomodados em cadeiras, por falta de macas. O hospital pediu ao Estado a transferência de seis pacientes da enfermaria e outros dois da UTI, mas ainda não teve resposta.


A demora na regulação de leitos pela Secretaria de Estado da Saúde levou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) a cobrar a transferência de pacientes. Na segunda-feira (30), o promotor Álvaro Pereira Oliveira Melo, da 6ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú, enviou um ofício ao Estado alertando para o risco e colapso iminente e pedindo informações sobre as medidas a serem implementadas para instalação de novos leitos. O prazo de resposta do Estado termina nesta quarta-feira.



Embora seja municipal, o Hospital Ruth Cardoso atende pacientes de toda a região. O outro hospital público de referência, o Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, está com mais 90% dos leitos ocupados, de acordo com as últimas informações.


A situação também preocupa na rede privada. O Hospital da Unimed de Balneário Camboriú tem 13 dos 18 leitos de UTI ocupados, e o Hospital do Coração estaria com 100% das vagas de UTI lotadas.


Por Dagmara Spautz

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