Digitais encontradas no veículo podem ajudar a esclarecer triplo homicídio em Balneário Camboriú




A perícia feita no Jeep Renegade abandonado pelos autores de um triplo homicídio em Balneário Camboriú, no sábado (15), encontrou impressões digitais. Técnicos coletaram amostras, e vão cruzá-las com o banco de dados da Polícia Civil e do Instituto Geral de Perícias (IGP). A expectativa é que as digitais levem até os criminosos.


Segundo o delegado Ícaro Malveira, responsável pelas investigações, o carro foi deixado para trás com o tanque aberto e uma garrafa de álcool ao lado. A polícia acredita que os criminosos pretendiam incendiar o veículo, para não deixar rastros, mas desistiram.


Uma testemunha relatou que o helicóptero Águia, da Polícia Militar, sobrevoava a região da Estrada Geral do Barranco, onde o carro foi deixado. O delegado acredita que os criminosos possam ter se assustado com o barulho da aeronave, e fugido sem queimar o veículo.


Fuga pela mata


A polícia suspeitou, inicialmente, que os bandidos teriam embarcado em outro carro ali mesmo, para fugir. Mas foram encontradas pegadas em direção à mata, o que indica que eles tenham se embrenhado na vegetação e caminhado até sair, possivelmente, na altura do Bairro Vila Real. Segundo o delegado, é provável que alguém os esperasse em outro veículo, no outro lado da mata, para ajudar a escapar.


O Jeep deixado pelos criminosos havia sido roubado um dia antes, em Itapema. O carro estava com uma placa clonada, e foi recolhido pela polícia para uma perícia de adulteração.

A equipe da Divisão de Investigações Criminais de Balneário Camboriú (DIC) está em busca de imagens das câmeras de segurança de edifícios e comércios que ajudem a identificar os criminosos. Até agora, as imagens obtidas pela polícia mostram que os assassinos usavam luvas, toucas do tipo balaclava, que cobre o rosto, e roupas fechadas – o que prejudica a identificação de características físicas.


Escapou de dois atentados


Nesta segunda-feira o delegado Ícaro Malveira seguirá ouvindo testemunhas, para esclarecer a motivação do crime. No sábado os dois sobreviventes do atentado prestaram depoimento. Um deles é um homem que estava no local para negociar um veículo. Ele se jogou no mangue que fica nos fundos da lavação, e conseguiu escapar, mas teve ferimentos e picadas de abelhas.


O outro é um amigo do dono da lavação, que tem passagens pela polícia por tráfico de drogas. Em novembro, o mesmo homem escapou de um atentado no Shopping Mumu, no Bairro dos Municípios, que matou uma pessoa e deixou outra ferida. Para a polícia, os alvos do criminosos, na lavação, eram ele e o proprietário, que foi assassinado.


As outras duas vítimas eram funcionários recentes da lavação, um adolescente de 17 anos e um homem de 32. Ambos tinham começado a trabalhar no local há menos de uma semana.


Por Dagmara Spautz





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