3321-04-CALEBE-CAMBORIU-NOTICIAS-900x150.jpg

Com lotação na ocupação hospitalar, Unimed alerta MP que poderá fechar em Balneário Camboriú

Apesar da ampliação de leitos de UTIs e de enfermaria, o hospital da Unimed, em Balneário Camboriú, alertou hoje em comunicado de que poderá fechar o atendimento no pronto-socorro devido à lotação na ocupação hospitalar. Um ofício relatando a situação e as medidas já tomadas foi encaminhado ao ministério Público.



De acordo com o médico Umberto João D´Ávila, presidente da Unimed de Balneário, o hospital ampliou de 18 pra 24 leitos intensivos para tratamento da covid-19 nos últimos dias, mas todas as UTIs já lotaram. A lotação também afeta os leitos de UTI geral, onde são tratados pacientes com outras doenças.

Os 36 leitos de enfermaria para pacientes com covid também estão cheios, sendo que nove dos pacientes precisariam de internação em UTI, conforme o comunicado do hospital. O ofício informa que 12 novos leitos de enfermaria devem ser abertos nos próximos dois dias, bem com a compra de cinco novos respiradores.


>Vereador indica a prefeito que utilize os 85 milhões do alargamento da praia no combate à covid-19


As equipes também estão sendo recompostas pra substituir profissionais afastados e ampliar a capacidade de atendimento.


“Diante desse cenário, o Hospital Unimed Litoral está na iminência de, nas próximas horas, tomar medidas drásticas para melhor otimização de seus recursos no atendimento de pacientes, inclusive com previsão de fechamento do Pronto Atendimento Médico 24h do hospital”, diz a nota, destacando que o recebimento de novos pacientes pode prejudicar a continuidade do tratamento de quem já está internado.


>Trigêmeos que perderam a mãe ao nascer completam um mês e ganham ensaio fotográfico


De acordo com o presidente do hospital, as medidas foram comunicadas à promotoria para dar transparências às ações. Ele destacou que, apesar do esforço em abrir novos leitos, há dificuldades na aquisição de insumos e contratação de novos profissionais.


Rede privada também cheia


Diante da situação de colapso hospitalar no estado, Umberto avaliou que a decisão do governo para comprar leitos de UTI na rede privada não deve ter efeito porque os hospitais particulares também sofrem com a falta de vagas e tem fila de espera. “Eles estão fazendo isso pra dizer que fazem alguma coisa, mas os hospitais estão cheios”, comentou.

O edital do governo estadual foi lançado na terça-feira, prevendo receber propostas sem limite de valor das diárias das UTIs privadas. A secretaria de Saúde não respondeu se já houve manifestação de hospitais interessados. Conforme o órgão, o estado tem R$ 600 milhões disponíveis pra bancar essas contratações. A ocupação nos leitos públicos de UTI em Santa Catarina era de 95% na noite de terça-feira, com 87 leitos vagos no estado.


>Construtora "FG" projeta investir R$ 3 bilhões em Balneário Camboriú e região


Com mais de 200 pessoas esperando por UTIs no estado, 16 pacientes catarinenses seriam transferidos a partir desta quarta-feira para o Espírito Santo. A primeira pessoa a ser levada foi um homem que estava internado num PA de Chapecó. Aos menos 35 mortes já ocorrem em Santa Catarina por conta da falta de leitos. Uma das vítimas foi uma técnica de enfermagem de Itapema, na sexta-feira passada.


A região da Amfri, os prefeitos anunciaram a ampliação nos próximos dias de 15 novos leitos de UTIs, dez no hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, e outros cinco no centro de Covid-19, em Balneário Camboriú. Com a ampliação, os dois hospitais vão somar 115 leitos de UTIs Covid. Os atuais cem leitos estavam ocupados na manhã desta quarta-feira.




whatscamboriu.png
3319 - 10 - WEB BANNER - CALEBE - 960x960.jpg