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Camboriú - Polícia Civil prende hacker que roubou R$ 648 mil de contas bancárias

Suspeito enganou vítimas com link para página falsa de banco e conseguiu acesso às informações financeiras. Ele foi preso em Camboriú.



A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (24), uma operação contra um hacker suspeito de roubar R$ 648.143,45 das contas bancárias de duas vítimas, moradoras do DF.



O homem foi preso na cidade de Camboriú, em Santa Catarina. A operação ganhou o nome de "Quick Response" que, em tradução livre, significa resposta rápida. Segundo a Polícia Civil, a investigação teve apoio da Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.


As apurações começaram em março. De acordo com a polícia, as duas vítimas receberam, por meio de SMS, um link que as direcionou para uma página falsa do Banco do Brasil.


Em seguida, passaram a receber mensagens de WhatsApp em nome da instituição financeira e foram induzidas a gerar e repassar ao suspeito um QR Code que permitiu acesso às contas bancárias delas. De posse das informações das vítimas, o hacker habilitou um aplicativo bancário de celular no nome delas e realizou transferências bancárias para contas de correntistas de outros estados. Além disso, usou o dinheiro para pagar impostos.


O Banco do Brasil informou, por meio de nota, "que colaborou com as autoridades na investigação do caso, com o repasse de subsídios no seu âmbito de atuação". O banco disse ainda que não envia SMS, mensagens ou e-mail com links que solicitam dados pessoais, dados do cartão ou senhas dos seus clientes.


"O BB alerta seus clientes para a proteção de senhas e a recusa de auxílio de estranhos, com o objetivo de evitar ações de grupos criminosos", afirma a instituição.


Empresa dos Estados Unidos

Ainda de acordo com a DRCC, para realizar a fraude, o suspeito utilizava serviços de internet de uma empresa com sede nos Estados Unidos, sem representação no Brasil. Por isso, os agentes procuraram uma parceria com a Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a fim de rastrear os serviços utilizados no exterior.


Segundo a Polícia Civil, o investigado já tinha antecedentes por crime de fraude bancária cometida pela internet. Ele deve responder pelos seguintes delitos:


  • Furto mediante fraude: pena de dois a oito anos de reclusão

  • Organização criminosa: pena de três a oito anos de reclusão

  • Lavagem de dinheiro: pena de três a dez anos de reclusão


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