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Cachorro de andarilho leva tiro de Policial Militar em Itajaí


Um policial militar alvejou um cachorro na noite desta quinta-feira (13), na avenida Beira-rio, no centro de Itajaí, no Vale do Itajaí. O caso ocorreu durante a abordagem a um homem em situação de rua, que estava acompanhado do animal.


A situação provocou revolta entre os populares, que gravaram vídeos após o ocorrido. Imagens mostram pelo menos cinco viaturas da Polícia Militar no local da ocorrência.


Segundo nota divulgada pela corporação, tudo começou quando uma viatura da policia militar foi ao local realizar uma “abordagem a pessoas suspeitas”. Ao abordar o homem, o cão teria avançado no policial. Ainda conforme a PM, o agente “tentou se desvencilhar do animal andando para trás, mas acabou se desequilibrando [no] momento em que o cão chegou próximo a mordê-lo”.


O disparo de arma de fogo, de acordo com o relato do policial, foi feito “para preservar sua integridade física”. Testemunhas que estavam no local, no entanto, confrontaram a versão e afirmaram que o cachorro, apesar de ter latido para o policial, não foi mordê-lo.


Populares recolheram o animal e o encaminharam para atendimento veterinário. A PM informou que a Prefeitura foi acionada para prestar atendimento ao cão, mas que o animal já havia sido socorrido. A reportagem não conseguiu apurar o estado de saúde do animal.


Um comerciante que trabalha no local, que preferiu não se identificar, contou que o cachorro tem entre 7 a 8 meses, foi apelidado de Amigo e costuma ser muito dócil.


O flanelinha e morador de rua é conhecido como Beijinho e há anos dorme e “trabalha” por ali. Segundo o comerciante, a Guarda Municipal foi responsável por abordar Beijinho inicialmente e foi quem acionou a PM.


PM irá apurar o ocorrido


A Polícia Militar confirmou que a abordagem ao homem em situação de rua foi feita, mas que nada de ilícito foi encontrado. A corporação informou também que a Corregedoria da Polícia Militar irá apurar o ocorrido.


A reportagem entrou em contato com a major Karoline Marcon, do 1º Batalhão de Polícia Militar de Santa Catarina, e foi informada de que a câmera policial não estava ligada pois os policias realizavam uma abordagem de rotina, e não atendiam uma ocorrência já acionada.



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