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Brasil não pode parar por 5 ou 7 mil que vão morrer", diz dono do Madero




O empresário paranaense Júnior Durski, da rede Madero, publicou um vídeo nas redes sociais em que critica as medidas de isolamento adotadas para conter a pandemia de coronavírus, o lockdown.


Dono de 17 restaurantes em Santa Catarina, em 11 cidades, ele disse que o Brasil "não tem condição de ficar parado", e minimizou as consequências da contaminação em massa, que o isolamento social tenta evitar:


"Eu sei que nos temos que chorar, e vamos chorar. Mas nós não podemos (parar), por conta de 5 mil pessoas, ou 7 mil pessoas que vão morrer".


Durski disse que o Brasil não pode paralisar as atividades porque o número de desempregados já é alto, e comparou a letalidade do coronavírus aos números de assassinatos e às mortes por desnutrição.



"Não tem como fechar tudo, se esconder do inimigo e não trabalhar. Não pode simplesmente os infectologistas decidir (sic) que tem que todo mundo parar independente das consequências gravíssimas que o Brasil vai ter na sua economia", diz.




O paranaense afirma que sua empresa "tem caixa" para permanecer fechada por até seis meses, e que os funcionários não serão demitidos. Mas se diz preocupado com os pequenos empresários.


No ano passado, a rede Madero virou notícia após uma suposta negociação para a compra do Beto Carrero world, que foi negada pelo parque.





Pediu desculpas


Diante da repercussão da fala nas redes sociais, Júnior Durski voltou a publicar um vídeo no início da tarde desta terça-feira (24). Na legenda, escreveu que se tratava de um pedido de desculpas:


"Não quero ser mal interpretado. Me preocupo com as pessoas que vão morrer com o coronavírus, não podemos deixar ninguém pra trás. Tem que cuidar de todo mundo. Mas não pode ser desproporcional".


Durski disse que segue trabalhando e afirmou que sua crítica não é ao isolamento social, mas a medidas que considera "exageradas". E voltou a falar de sua preocupação com a situação econômica após a pandemia.


"Nunca vou menosprezar uma vida, me desculpe se fui mal interpretado. Mas não podemos não pensar nas consequências econômicas".


Por Dagmara Spautz

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