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Antes de morrer paciente com Covid-19 reencontra cachorrinha no hospital em Santa Catarina

A cachorrinha Lilica trouxe alegria a Frederico Lucas Minatto, de 92 anos



Uma das maiores dificuldades de quem enfrenta a Covid-19 é o isolamento e a distância da família, dos amigos e de quem se ama. As angústias e as aflições trazidas pela doença se intensificam ainda mais quando não é possível manter as relações que eram comuns no dia a dia. Assim é o caso do paciente Frederico Lucas Minatto, de 92 anos. Internado há nove dias no Hospital São José (HSJ) de Criciúma para o tratamento do coronavírus.



Além da distância dos filhos e de toda a família, a saudade da cachorrinha Lilica que há 10 anos é sua companheira diária se tornou ainda mais forte com o passar dos dias. Como forma de amenizar este sofrimento, com todos os cuidados de segurança necessários e com a mobilização dos profissionais da unidade, Minatto recebeu uma visita especial na instituição.


“Eles são muito apegados um ao outro e às vezes fazíamos chamada de vídeo para os dois se verem. Mesmo assim, ele estava sempre perguntando por ela. Eu e minha irmã comentamos que seria tão bom se conseguíssemos trazer a Lilica no hospital. Cogitamos até trazer escondida dentro de uma bolsa”, conta sorrindo a filha Fernanda Minatto.


No entanto, nesse domingo, dia 24, com o apoio da equipe médica e de enfermagem, a visita pode ser realizada. “O quadro de saúde do meu pai piorou e resolvi falar com o médico se haveria a possibilidade de trazer a Lilica para ele ver, pois tinha certeza que ele iria gostar. O médico disse que iria verificar e em pouco tempo ele retornou no quarto e disse que estava liberada a entrada da Lilica. Fiquei extremamente feliz, e já liguei para minha irmã providenciar a caixinha de transporte e tudo o que era necessário para que a Lilica pudesse ver o pai de forma segura”, conta Fernanda.


Além da solicitação do médico, foram necessárias que fossem tomadas medidas de segurança tanto para a proteção do cachorrinho, como também do paciente. Todo o transporte foi realizado em caixa apropriada, além da higienização das patinhas que também foram realizadas.


“A reação do meu pai foi a melhor possível. Não só ele ficou emocionado, como a Lilica também. Tivemos que acalmá-los, porém, para a nossa alegria e por mais incrível que possa parecer, a saturação do pai começou a subir e a comoção foi geral.



Foi um momento muito especial. Meu pai estava muito depressivo, choroso, pedindo que acabasse logo esse sofrimento. Posso dizer que não sabemos qual vai ser o desfecho, mas estamos muito esperançosos e a Lilica é uma das responsáveis por isso, pois trouxe felicidade para ele”, comenta Fernanda emocionada. Confira abaixo as fotos:






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